“Esse texto não é meu, bem verdade ouvi isso como uma piada em um programa de radio, achei interessante e como tenho escrito pouco ultimamente, ai vai. felicidades!!!”
Um professor certa vez durante a aula de filosofia levou aos alunos um recipiente transparente. Em seguida encheu o recipiente de pedras e perguntou:
- O recipiente está cheio?
Os alunos, em senso comum, responderam:
- Sim.
Em seguida o professor adicionou ao recipiente, pedras menores. As pedrinhas se acomodaram nos espaços vazios entre as pedras maiores. O professor voltou a perguntar:
- E agora, está completamente cheio?
- Sim.
O professor então pegou um punhado de areia e derramou sobre o recipiente. A areia ocupou todos os espaços restantes. Logo o professor concluiu:
O recipiente representa a nossa vida.
As pedras maiores são as coisas que realmente importam: a família; um amor; um amigo; saúde; tempo...
Os pedriscos são as coisas que vêm em segundo plano: bens materiais; trabalho....
A areia representa as coisas menores, supérfluas.
Priorize as coisas pequenas e não sobrará espaço para o que realmente importa.
Após a conclusão, um aluno que estava no fim da sala foi ao professor levando uma latinha de cerveja, pegou o recipiente e perguntou:
- Vocês acham realmente que está completamente cheio?
- Sim, definitivamente está cheio.
Em seguida o aluno derramou a cerveja sobre o recipiente. A cerveja foi absorvida pela areia. O aluno concluiu:
Não importa o quanto sua vida seja cheia de coisas, coisas importantes; coisas nem tão importantes e coisas supérfluas, sempre sobra espaço pra uma cervejinha.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
São Jorge
Montado no meu cavalo, viajo por um campo de girassóis, na velocidade do vento em busca da moça com quem ia me casar.
No fim do caminho, um velho farol onde o dragão faz a flor refém.
São três andares a serem superados:
O primeiro andar chama-se “Desejo”:
É a vontade de tê-la perto de mim, de sentir seu abraço, seu beijo, o calor do corpo, a cumplicidade do olhar. De mãos dadas assistir ao nascer do sol.
O segundo andar chama-se “Paixão”:
É o sentimento que me moveu até aqui. Este é o nível mais perigoso, nele habita o egoísmo, de ser o dono dos olhos dela, de ser o único motivador dos sorrisos dela, de esquecer tudo o que mais existe, se não nós dois. E ao entardecer, de mãos dadas, assistir ao por do sol.
O terceiro andar chama-se “Amor”:
É o sentimento mais nobre que existe, é quase um dom, é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de dar a vida por um amigo, de agir em prol da felicidade do outro mesmo que em sacrifício da própria, de conceder livre arbítrio para retribuir tal amor ou não e, ainda assim, continuar em silêncio amando, à espera de um dia ser correspondido. E ao cair da noite, de mãos dadas assistir ao show do cosmos.
Enfim chego ao topo do farol, um lugar chamado “Vazio”:
Ela não está aqui, não mais. É agora uma estrela compondo o corpo celeste das constelações.
Retiro meu elmo, uma última lágrima, então entrego meu corpo às chamas.
O universo é testemunha, a lua é a prova que carrega as marcas da minha história.
A lua minguante é o meu sorriso que se foi quando te perdi.
A lua nova é a minha fé que se renova, de que um dia tudo vai ficar bem.
Quarto crescente é o meu amor que só cresce em proporções infinitas.
A lua cheia é a minha vontade de ficar mais perto de você.
No fim do caminho, um velho farol onde o dragão faz a flor refém.
São três andares a serem superados:
O primeiro andar chama-se “Desejo”:
É a vontade de tê-la perto de mim, de sentir seu abraço, seu beijo, o calor do corpo, a cumplicidade do olhar. De mãos dadas assistir ao nascer do sol.
O segundo andar chama-se “Paixão”:
É o sentimento que me moveu até aqui. Este é o nível mais perigoso, nele habita o egoísmo, de ser o dono dos olhos dela, de ser o único motivador dos sorrisos dela, de esquecer tudo o que mais existe, se não nós dois. E ao entardecer, de mãos dadas, assistir ao por do sol.
O terceiro andar chama-se “Amor”:
É o sentimento mais nobre que existe, é quase um dom, é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de dar a vida por um amigo, de agir em prol da felicidade do outro mesmo que em sacrifício da própria, de conceder livre arbítrio para retribuir tal amor ou não e, ainda assim, continuar em silêncio amando, à espera de um dia ser correspondido. E ao cair da noite, de mãos dadas assistir ao show do cosmos.
Enfim chego ao topo do farol, um lugar chamado “Vazio”:
Ela não está aqui, não mais. É agora uma estrela compondo o corpo celeste das constelações.
Retiro meu elmo, uma última lágrima, então entrego meu corpo às chamas.
O universo é testemunha, a lua é a prova que carrega as marcas da minha história.
A lua minguante é o meu sorriso que se foi quando te perdi.
A lua nova é a minha fé que se renova, de que um dia tudo vai ficar bem.
Quarto crescente é o meu amor que só cresce em proporções infinitas.
A lua cheia é a minha vontade de ficar mais perto de você.
domingo, 7 de junho de 2009
O Poeta que Virou Deus

Esses dias, passando pelo centro da cidade, me deparei com uma figura bem carismática, era um bêbado, ou um louco, ou as duas coisas. Não, que nada, era um poeta. Na verdade era o poeta, era Mario Gomes. Resolvi escrever sobre ele, mas olha que surpresa a minha, encontrei uma porção de blogs que falam do poeta. Não há mais tanto o que escrever. Fiz apenas um pequeno texto que, de alguma forma, resume a história de Mario Gomes. Toda forma de homenagem ao poeta é válida.
...
Nasci no chão frio do mundo
Conheci o peito de pedra dos homens
Beijei a boca da mulher que me deixou
Sofri a angústia da tortura e do esílio no manicômio
A bebida queima meus lábios
A dor aperta meu peito
Nas ruas sou mendigo, sou louco, sou bandido
No infinito dos meus pensamentos me refugio
Lugar onde nada me atinge
Aqui sou o vento, sou o tudo, sou o nada, sou o tempo
Aqui sou netuno, sou São Jorge, sou Teseu
Nos céus da minha mente eu sou Deus
...
Segue um texto do próprio poeta
...
Beijei a boca da noite e engoli milhões de estrelas
Fiquei iluminado
Bebi toda a água do oceano
Devorei as florestas
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés, Pensando que era a hora do Juízo Final
Apertei, com as mãos, a terra,Derretendo-a
As aves em sua totalidade,Voaram para o Além
Os animais caíram do abismo espacial
Dei uma gargalhada cínica e fui descansar na primeira nuvem que passava naquele dia em que o sol me olhava assustadoramente
Fui dormir o sono da eternidade e me acordei mil anos depois,Por detrás do Universo.
domingo, 31 de maio de 2009
Sempre Atrasado
Corri para os braços da moça que amo, mas ela já estava dormindo
Corri para pegar o trem, mas a estação já estava vazia
Corri para ver as flores, mas já era outono
Corri para ver a criança nascer, mas já era moça feita
Corri para ver a fanfarra de carnaval, mas a quarta já era de cinzas
Corri para embalar a criança, mas ela já estava em outros braços
Mapeei o labirinto, mas já estava perdido
Corri para ver o por do sol, mas já era noite
Corri para velar o defunto, mas o cafezinho já estava frio
Subi no alto da torre, mas o suicida já havia pulado
Tentei sonhar com uma vida melhor, mas já era hora de acordar
Parei para rir da piada, mas agora a piada era eu
Corri para embalar a criança, mas ela já estava dormindo
Corri para os braços da moça que amo, mas ela já estava em outros braços
Subi no alto da torre, mas agora o suicida era eu.
Corri para pegar o trem, mas a estação já estava vazia
Corri para ver as flores, mas já era outono
Corri para ver a criança nascer, mas já era moça feita
Corri para ver a fanfarra de carnaval, mas a quarta já era de cinzas
Corri para embalar a criança, mas ela já estava em outros braços
Mapeei o labirinto, mas já estava perdido
Corri para ver o por do sol, mas já era noite
Corri para velar o defunto, mas o cafezinho já estava frio
Subi no alto da torre, mas o suicida já havia pulado
Tentei sonhar com uma vida melhor, mas já era hora de acordar
Parei para rir da piada, mas agora a piada era eu
Corri para embalar a criança, mas ela já estava dormindo
Corri para os braços da moça que amo, mas ela já estava em outros braços
Subi no alto da torre, mas agora o suicida era eu.
domingo, 10 de maio de 2009
O Interfone
Aqui estou, parado, frente ao interfone da casa dela. É que existem coisas que precisam ser ditas. É noite. Olho para o céu contemplando as estrelas, esperando que alguma caia para atender meu pedido. Penso no quão grande é o universo, quantas constelações, quantos mundos e dimensões. Eu poderia estar em qualquer lugar agora, quem sabe outro planeta. Mas aqui estou, parado, frente ao interfone da casa dela. É que existem coisas que precisam ser ditas.
Mas enfim, O que dizer?
Que amo as mafaldas do cabelo dela?...
Que sou apaixonado pelo brilho negro do olhar dela quando sorri?...
Mas enfim, O que dizer?
Que amo as mafaldas do cabelo dela?...
Que sou apaixonado pelo brilho negro do olhar dela quando sorri?...
Que quando ela está por perto, fica tudo bem?...
Que na minha condição de girassol, ela é meu um metro e sessenta e cinco de sol?...
Quem sabe, começar com um abraço. O abraço significa o limite, a fronteira, é o mais perto que eu posso chegar dela quanto amigo.
ir além da fronteira? Volto a olhar para o céu e fico pensando quantas estrelas teriam que cair para isso acontecer.
É melhor esquecer o interfone e pensar em outra forma de fazê-la ficar sabendo dessas coisas. Como escrever um conto; um poema, não, não sou poeta; talvez compor uma música com o nome dela. Não, esquece, já deve haver um monte de músicas com o nome dela. Imagino como terá se sentido Ana Júlia ao ouvir pela primeira vez o som melódico do sofrimento de alguém que a amou.
O vento traz poeira ao meu rosto, a sobriedade traz a triste realidade do presente a que tanto me nego aceitar.
Aqui estou, parado, frente ao velho interfone das ruínas do que um dia foi a casa dela. À passos bêbados caminho por entre pedaços de paredes erguidas. Vejo fantasmas, a criança correndo pela sala, a mulher descendo a escada. Será o efeito do álcool nas minhas veias? Ou o desejo da minha mente de vê-la mais uma vez?
Mais uma pergunta: Se eu tivesse tocado o interfone, teríamos sido felizes?
Na sala de jantar, sem telhado, olho para o céu, contemplando as estrelas e o vasto universo. Quantas constelações, quantos mundos e dimensões.
Que na minha condição de girassol, ela é meu um metro e sessenta e cinco de sol?...
Quem sabe, começar com um abraço. O abraço significa o limite, a fronteira, é o mais perto que eu posso chegar dela quanto amigo.
ir além da fronteira? Volto a olhar para o céu e fico pensando quantas estrelas teriam que cair para isso acontecer.
É melhor esquecer o interfone e pensar em outra forma de fazê-la ficar sabendo dessas coisas. Como escrever um conto; um poema, não, não sou poeta; talvez compor uma música com o nome dela. Não, esquece, já deve haver um monte de músicas com o nome dela. Imagino como terá se sentido Ana Júlia ao ouvir pela primeira vez o som melódico do sofrimento de alguém que a amou.
O vento traz poeira ao meu rosto, a sobriedade traz a triste realidade do presente a que tanto me nego aceitar.
Aqui estou, parado, frente ao velho interfone das ruínas do que um dia foi a casa dela. À passos bêbados caminho por entre pedaços de paredes erguidas. Vejo fantasmas, a criança correndo pela sala, a mulher descendo a escada. Será o efeito do álcool nas minhas veias? Ou o desejo da minha mente de vê-la mais uma vez?
Mais uma pergunta: Se eu tivesse tocado o interfone, teríamos sido felizes?
Na sala de jantar, sem telhado, olho para o céu, contemplando as estrelas e o vasto universo. Quantas constelações, quantos mundos e dimensões.
Por onde andará você agora?
Te perdi!?
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Porque eu canto?
Faz algum tempo, passando por um corredor, ouvi o som de violinos. Segui o som pelo corredor e me deparei com o ensaio de uma orquestra sinfônica. Nunca fui muito ligado em música clássica, mas, naquele instante, tive minha atenção roubada. O som provocou em mim sensações ainda desconhecidas. Quando, de repente, tudo parou.
Alguém cometeu um erro. O maestro com um gesto elegante cessou o som e com outro gesto (Esse não tão elegante), expeliu uma porção de palavrões sobre um único infeliz violista. Então algo me intrigou: devia ter uns oitenta músicos ali, como ele sabia quem havia errado?
O intrigante fato me motivou a estudar música clássica. Exatamente um ano após o episódio, me tornei parte integrante daquela mesma orquestra. Foram bons momentos, tocávamos músicas que falavam de amor, de tempo e de morte. Aprendi muitas coisas, sobre música e sobre a vida. Quando, de repente, tudo parou.
Alguém cometeu um erro. Eu sabia quem, O maestro também. Era eu agora, o infeliz violista a receber o severo julgamento (Enquanto refletia sobre elegância).
O evento foi o marco final da minha carreira como violista, não pelo erro, não pelo julgamento do maestro, mas porque era tempo de parar.
O silêncio não durou muito. Já não era o som da viola, era o som da minha voz a ser ouvido.
Mas peraí! Cantar? Porque?
Não lembro exatamente como começou. Logo me vi cantando salmos e Ave Marias enquanto na platéia estavam senhorinhas com os olhos em lágrimas. Um fan clube inteiro de beatas.
Lembro ainda de uma missa de corpo presente, o curioso desse caso estava no público, inexistente. As pessoas presentes eram três: Eu, o padre e o morto (nunca aplausos fizeram tanta falta). Enquanto eu cantava, pensava sobre que tipo de pessoa era aquela, que tipo de crimes ele deveria ter cometido, que tipo de pai, que tipo de filho ele foi. Não pude deixar de observar ainda, a expressão no rosto do morto, havia um leve sorriso, como se ele estivesse gostando do que estava ouvindo. Ao fim da celebração, fiquei um momento só com o corpo. Algumas palavras, uma música saideira. Ele gostou, percebi pelo sorriso em seu rosto.
Logo vieram os casamentos, me tornei um pop star desse segmento. Muitas famílias começaram ao som solitário da minha voz. Certa vez, momentos antes de começar a celebração, uma criança veio até mim com um bilhete. Era um pedido da noiva, que sonhava em deixar a igreja ao som de “I say a little prayer for you”. O problema era que, no contrato do cerimonial, estava previsto que o casamento se encerraria com uma musica do Roberto Carlos. Eis o meu dilema. No fim, fiz o que pensei ser o certo. Eis a minha surpresa, os noivos pararam o cortejo de saída no meio da igreja, se viraram para mim, a noiva sorrindo gritou:
- obrigada!
- Forever and ever you'll stay ...♪♫
Esse é um longo texto, mas essas lembranças vieram à tona agora, em um pensamento. Estou no palco, sobre mim, uma luz forte, à minha frente, um pálido maestro e o vão negro do teatro. Escuto murmúrios, alguém que tosse na platéia. Um frio na barriga, o coração batendo forte.
Então me pergunto: por que eu canto?
Respiro profundo e a música começa. Canto músicas que falam de amor, de tempo e de morte. Ao fim, a platéia levanta.
Aplausos.
Então me veio a resposta: É por eles que eu canto, é pelas senhorinhas da igreja, é pelo sorriso do defunto, é pela gratidão da noiva.
Entre gritos de “BRAVO, BRAVÌSSIMO” olho pra morena sentada na primeira fila, então sussurro:
- É por sua causa que canto.
Cortinas se fecham. Fim do espetáculo.
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