Aqui estou, parado, frente ao interfone da casa dela. É que existem coisas que precisam ser ditas. É noite. Olho para o céu contemplando as estrelas, esperando que alguma caia para atender meu pedido. Penso no quão grande é o universo, quantas constelações, quantos mundos e dimensões. Eu poderia estar em qualquer lugar agora, quem sabe outro planeta. Mas aqui estou, parado, frente ao interfone da casa dela. É que existem coisas que precisam ser ditas.
Mas enfim, O que dizer?
Que amo as mafaldas do cabelo dela?...
Que sou apaixonado pelo brilho negro do olhar dela quando sorri?...
Mas enfim, O que dizer?
Que amo as mafaldas do cabelo dela?...
Que sou apaixonado pelo brilho negro do olhar dela quando sorri?...
Que quando ela está por perto, fica tudo bem?...
Que na minha condição de girassol, ela é meu um metro e sessenta e cinco de sol?...
Quem sabe, começar com um abraço. O abraço significa o limite, a fronteira, é o mais perto que eu posso chegar dela quanto amigo.
ir além da fronteira? Volto a olhar para o céu e fico pensando quantas estrelas teriam que cair para isso acontecer.
É melhor esquecer o interfone e pensar em outra forma de fazê-la ficar sabendo dessas coisas. Como escrever um conto; um poema, não, não sou poeta; talvez compor uma música com o nome dela. Não, esquece, já deve haver um monte de músicas com o nome dela. Imagino como terá se sentido Ana Júlia ao ouvir pela primeira vez o som melódico do sofrimento de alguém que a amou.
O vento traz poeira ao meu rosto, a sobriedade traz a triste realidade do presente a que tanto me nego aceitar.
Aqui estou, parado, frente ao velho interfone das ruínas do que um dia foi a casa dela. À passos bêbados caminho por entre pedaços de paredes erguidas. Vejo fantasmas, a criança correndo pela sala, a mulher descendo a escada. Será o efeito do álcool nas minhas veias? Ou o desejo da minha mente de vê-la mais uma vez?
Mais uma pergunta: Se eu tivesse tocado o interfone, teríamos sido felizes?
Na sala de jantar, sem telhado, olho para o céu, contemplando as estrelas e o vasto universo. Quantas constelações, quantos mundos e dimensões.
Que na minha condição de girassol, ela é meu um metro e sessenta e cinco de sol?...
Quem sabe, começar com um abraço. O abraço significa o limite, a fronteira, é o mais perto que eu posso chegar dela quanto amigo.
ir além da fronteira? Volto a olhar para o céu e fico pensando quantas estrelas teriam que cair para isso acontecer.
É melhor esquecer o interfone e pensar em outra forma de fazê-la ficar sabendo dessas coisas. Como escrever um conto; um poema, não, não sou poeta; talvez compor uma música com o nome dela. Não, esquece, já deve haver um monte de músicas com o nome dela. Imagino como terá se sentido Ana Júlia ao ouvir pela primeira vez o som melódico do sofrimento de alguém que a amou.
O vento traz poeira ao meu rosto, a sobriedade traz a triste realidade do presente a que tanto me nego aceitar.
Aqui estou, parado, frente ao velho interfone das ruínas do que um dia foi a casa dela. À passos bêbados caminho por entre pedaços de paredes erguidas. Vejo fantasmas, a criança correndo pela sala, a mulher descendo a escada. Será o efeito do álcool nas minhas veias? Ou o desejo da minha mente de vê-la mais uma vez?
Mais uma pergunta: Se eu tivesse tocado o interfone, teríamos sido felizes?
Na sala de jantar, sem telhado, olho para o céu, contemplando as estrelas e o vasto universo. Quantas constelações, quantos mundos e dimensões.
Por onde andará você agora?
Te perdi!?
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