domingo, 7 de junho de 2009

O Poeta que Virou Deus





Esses dias, passando pelo centro da cidade, me deparei com uma figura bem carismática, era um bêbado, ou um louco, ou as duas coisas. Não, que nada, era um poeta. Na verdade era o poeta, era Mario Gomes. Resolvi escrever sobre ele, mas olha que surpresa a minha, encontrei uma porção de blogs que falam do poeta. Não há mais tanto o que escrever. Fiz apenas um pequeno texto que, de alguma forma, resume a história de Mario Gomes. Toda forma de homenagem ao poeta é válida.







...


Nasci no chão frio do mundo
Conheci o peito de pedra dos homens
Beijei a boca da mulher que me deixou
Sofri a angústia da tortura e do esílio no manicômio
A bebida queima meus lábios
A dor aperta meu peito
Nas ruas sou mendigo, sou louco, sou bandido
No infinito dos meus pensamentos me refugio
Lugar onde nada me atinge
Aqui sou o vento, sou o tudo, sou o nada, sou o tempo
Aqui sou netuno, sou São Jorge, sou Teseu
Nos céus da minha mente eu sou Deus


...


Segue um texto do próprio poeta

...

Beijei a boca da noite e engoli milhões de estrelas
Fiquei iluminado
Bebi toda a água do oceano
Devorei as florestas
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés, Pensando que era a hora do Juízo Final
Apertei, com as mãos, a terra,Derretendo-a
As aves em sua totalidade,Voaram para o Além
Os animais caíram do abismo espacial
Dei uma gargalhada cínica e fui descansar na primeira nuvem que passava naquele dia em que o sol me olhava assustadoramente
Fui dormir o sono da eternidade e me acordei mil anos depois,Por detrás do Universo.

Um comentário:

  1. eita! que comentário forte Fe, da até uma estoria a ser contada aqui.

    na verdade eu escrevi esse texto no dia seguinte da nossa saida, que nos encontramos com ele no dragao.

    bjs!! lindona!!

    ResponderExcluir